segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

3º Capítulo - Série Família CQC


No capítulo anterior...

‘’Vovó Palmirinha colocou a vizinha oxigenada pra correr, logo depois disso mais confusão, Marcelo querendo assistir o jogo do Santos e os meninos o CQC, mas essa briga foi interrompida por um estranho ser que entrou sem bater na casa da família, quem será?’’

A porta abriu, Rafinha a um passo de atacar o suposto ladrão... O ser entrou na casa e...

- NEEEELLSSSOOOOOOONNNNN!!!! – Marcelo exclamou

- TIOO NEELLSSON!!! – Os meninos exclamaram

Nelson era o irmão mais novo de Marcelo. Ambos moravam no interior do RS há muito anos atrás, mas Marcelo sentiu a necessidade de morar em Lisboa por causa do seu trabalho como professor e também pra esquecer uma mágoa do passado... Sim, Marcelo foi abandonado pela esposa há uns anos atrás, até hoje ele não sabe o paradeiro da mulher, pra onde ela foi, onde ela mora, simplesmente desapareceu do mapa sem deixar pistas, Marcelo teve então à difícil missão de educar sete filhos, depois de muitas poucas e boas, conseguiu se estabilizar financeiramente, mas se tem algo que ele não consegue tirar da cabeça é a sua esposa, apesar de tudo ele continua a amando e as vezes sofre por isso, se não fosse pelos seus filhos jamais teria conseguido tudo o que tem.

- Maaasss que que é isso aqui hein? barbaridade tchê! irmão Marcelo quando tempo heeiiiiinnn?

Os meninos levantaram para receber o tio, Felipe foi o único que permaneceu sentado, admirando aquela estranha criatura do tamanho de Marcelo com uma estranha roupa e mais ainda, um estranho penteado, digamos assim, modéstia gaúcha.

Marcelo cumprimentou o irmão, os meninos um por um foram cumprimentando, Felipe não agüentou e disse

- Pai, quem é ele?

-Oras crespinho, não estás me reconhecendo? bah! sou teu tio!

-Não sabia que tinha um tio pai! Você não me contou

- Ah, disfarça Nelson, o Felipe não tá te reconhecendo porque da última vez que você o viu ele era muito criança

- Hum, deve ser isso

Rafinha era o mais animado de todos

- BAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHH TIO NEEELSSOON!!! SAUDADES DE VOCÊ! (toque de mano) lembra das nossas festinhas? Hahaha e a moda gauchaste brasileira, lalala ♫ (dancinha)

- Claro que não esqueço meu sobrinho preferido!

- Tá vendo gente? Ele me ama, chorei!

-Ai, cala a boca Rafinha! – Danilo implicava

- E o resto dos meus sobrinhos? Como estão? E essa mocinha linda aqui? Mônica!

-Saudades Tio!

- E os namoradinhos?

Rafinha riu alto.

- Parou a gracinha Rafinha! Só tenho um namorado tio, o Juan Di Natale (suspiro) meu lindo, minha vida, meu tudo

-Juan Di Natale, meu coração por ti bate, como um caroço de abacate! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHA – Rafinha zuava com a cara da irmã

-Pare Rafinha! Você tá deixando a Moniquinha triste!

-Obrigada por me defender Rafael

- Que culpa ela tem de se apaixonar por um alienígena daqueles? HAHAHAHAHAHAHAHAHA

-Vocês não prestam mesmo hein – Mônica ficou triste

Palmirinha então foi até a sala, queria saber o motivo das altas gargalhas dos meninos, e se deparou com Nelson

- NELSON! Meu filho! Que bom que você veio!

-Baaahh mamãe estava morrendo de saudades da senhora! (abraço)

- Entre, se aconchegue meu filho, o jantar está quase pronto, vamos para a cozinha, sei que você gosta de macarronada, e as novidades? Conte-me tudo e o Brasil como está? (o levou para a cozinha)

- O JOGO DO SANTOS! – Marcelo exclamou

- Ah não pai, vai lá ver o tio Nelson, deixa a gente ver o CQC deixa?

-Deixa, deixa, deixa, deixa, deixa – Os meninos cantarolavam

-Não, podem ir tirando o cavalinho da chuva, o jogo ainda não acabou! VAMOS QUE VAMOS MEU SANTOS!

Enquanto Marcelo vibrava com o jogo do Santos, os meninos sentados ao redor do pai sendo obrigados a assistir algo que não queriam. E Oscar trancado no quarto escutando toda aquela agitação da casa, se saísse de lá levaria bronca de Marcelo. Não demorou muito e Palmirinha os chamou para jantar, cardápio? Uma bela macarronada! . Depois de muito insistir ela fez Marcelo tirar o Pequeno Pônei do castigo pelo menos só àquela hora. Logo se via todos eles juntos em volta da mesa jantando.

Depois do jantar, Rafinha foi dormir, logo pela manhã iria trabalhar, e antes daria uma passada na casa de sua namorada, a Júnia.O resto dos meninos sempre dormiam mais tarde depois de um bom filme.

No dia seguinte...

Nem bem o dia clareou direito e Marcelo já estava de pé junto com sua mãe ajudando a colocar o café da manhã na mesa.

-Meu filho, que cara é essa? porque está tão tristinho?

-Nada não mãe, é que lembrei uma pessoa

- A sua esposa né? Calma filho, não fique triste

-É... Bem mãe, só vou tomar um rápido café e já estou indo, o trabalho me espera!

Marcelo foi até a cozinha terminar de arrumar o café quando Nelson apareceu

MANINHOOOO!!!!! – Nelson exclamou

-Ai que susto Nelson! O que foi?

-Os seus filhos são MARA! Tinha até me esquecido que eram tão legais assim hehehe ontem depois do jantar nos divertimos muito!

- Sim, isso é verdade!

-Posso te pedir um favor?

- Pode!

-Assim de irmão pra irmão?

-Já disse que pode

-Mano! Ensina-me a fórmula... Como que você fez pra conseguir sete filhos totalmente diferente uns dos outros?

- Não sei explicar isso até hoje

- Sabe o que é, é que eu quero ter um monte de filhos igual a você! Quero 3! Não, 8, não, 10, não 20, não! Uma escola inteira!

-Seu louco! Fica falando isso, fica, se sete já acabou comigo imagine 20!

- É sério Marcelo! Adoro meus sobrinhos! Por isso quero a sua ajuda! O que você fez pra consegui-los?

-Conseguindo uai!

-Conseguindo... Hum... Como?

-Foi assim: fui numa dessas lojas de entrega em domicílio, e pedi: me vê 7 filhos uns diferente dos outros! Um palhaço, um preguiçoso, um mimado, um nerd, um travesso, uma boneca, um crianção, e um cantor! Pronto! Em duas semanas eles estavam aqui, lindos e formosos infernizando a minha vida!

Marcelo começa a rir

-Palhaço! Eu sei que não foi assim! É que eu queria um filho que se parecesse comigo, bah

-Coitado desse cidadão! hehehe Bem meu irmão, o papo estava ótimo mas preciso ir trabalhar, depois continuamos a nossa conversa

- Olha lá hein Marcelo? Promessa é divida

Marcelo então foi até o quarto onde dormiam Rafinha, Danilo, Rafael, e Felipe

-Acabou a vida mole, todo mundo levantando já da cama, o café da manhã ta na mesa

-Ahhhhh pai, to com sono- Danilo reclamou

-Psiu, pode parar o choramingo! Levanta, anda, anda seu preguiçoso, vá trabalhar! Siga o exemplo dos seus irmãos que fazem alguma coisa útil na vida, ao invés de você que fica o dia inteiro dormindo

-SACO! Eu te odeio sabia? INFERNO DE VIDA VOU FUGIR DE CASA! – Danilo se revoltou

-Ei, ei, ei, vai começar a discutir com o pai? –Felipe tentava amenizar a situação, enquanto levantava da cama

-Pois é Danilo, mas eu te amo. Bom dia

-AAHHHH MORRE DIABO

Marcelo então foi até o quarto onde dormiam Oscar e Marco

- Bom dia Oscarzinho! Hora de levantar, já to saindo, Marco, levanta daí seu animal hora de acordar

Depois foi até o quarto de Mônica, entrou e levou um susto, Mônica estava no computador

- O QUE É ISSO MÔNICA? VOCÊ AMANHECEU AÍ?

Vixi, Agora a casa caí...
Continua na próxima semana ;D

Escrito por: Aglaisse Ramona ( @Fanfics_CQC)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Marcelo Tas, âncora do CQC, considera ''sofrível'' a educação brasileira

Por Isabel Vilela

Ele ficou conhecido como o ingênuo repórter Ernesto Varela, em programas exibidos no SBT e na Globo, ainda na década de 80, quando acabava de terminar a faculdade de engenharia. Depois, conquistou a criançada com o professor Tibúrcio, do Rá Tim Bum, e o Telekid — do famoso "porque sim não é resposta" —, na continuação do programa, o Castelo Rá Tim Bum. Na década de 90, participou da criação do Telecurso 2000, programa educativo exibido pela TV Globo. Com essa trajetória, Marcelo Tas, que é também uma das grandes personalidades do humor e do jornalismo no Brasil, acabou ligando seu nome à educação e, hoje, além de comandar o programa CQC, na Band, e colecionar seguidores no Twitter, é referência para instituições de ensino que querem utilizar a comunicação de forma inovadora.

Em passagem por Brasília para uma palestra para professores, estudantes e dirigentes de faculdades, na Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), Marcelo Tas conversou com o Eu,estudante. Na entrevista exclusiva, Tas fala sobre a qualidade da educação no país, a dificuldade que professores e escolas enfrentam para acompanhar as atuais mudanças na forma de comunicação, a falta de engajamento político dos jovens e o diploma para jornalistas.


Sua vida profissional, de uma forma ou de outra, sempre esteve relacionada à educação. Como começou o direcionamento da sua carreira para essa área?

Na minha vida pessoal, começou no meu nascimento mesmo, porque meu pai e minha mãe são professores. Educadores mesmo, de escola pública, inclusive, no interior do Brasil, lá em Ituverava, interior de São Paulo. Então, dentro de casa, eu já tive uma ligação muito grande com a educação. Mas, profissionalmente, eu creio que a minha entrada se deu mais forte mesmo, de maneira mais prática, no Rá Tim Bum, quando fui convidado a ajudar a criar o projeto do programa, em 1989. Eu convivia com consultores pedagógicos, professores, educadores, que controlavam e nos davam um embasamento para criar os programas de televisão. E isso foi um aprendizado muito importante, cheio de conflitos e de histórias, que veio depois, ao longo da minha vida inteira. Eu quase me especializei na convivência com consultores pedagógicos; hoje eu vivo cercado de professores, dou muitas palestras, sou consultor de algumas instituições de educação e de algumas empresas. A minha vida mais pública é muito relacionada a humor, jornalismo, televisão. E a minha vida profissional, já há uns 20 anos, é muito ligada à educação.

Além da criação do Rá Tim Bum, você também participou do Castelo Rá Tim Bum e do Telecurso 2000, projeto que está no ar há cerca de 15 anos. Porque você acha que essas aulas na televisão fizeram tanto sucesso?

É só olhar para o Brasil. As dimensões do Brasil pedem um sistema de educação a distância e por isso ele é hoje um dos países que mais desenvolveram essa modalidade de ensino. Pelo tamanho e também pela diferença econômica entre as regiões. Os Estados Unidos não têm uma educação a distância assim tão desenvolvida porque existe um equilíbrio nas regiões. Além do Brasil, o México e a Austrália, países onde há um desequilíbrio entre as regiões, contam com essa modalidade de ensino desenvolvido. Aí, uma série de instituições e empresas foram desenvolvendo essas ferramentas. A Globo desenvolveu o Telecurso há muito tempo, nas décadas de 70, 80. Eles me convidaram em 95 pra reformular o programa para essa nova era, para essa comunicação mais direta, mais misturada, que a televisão já estava vivendo na década de 90. E aí, a gente trouxe muito de uma linguagem cinematográfica, linguagem de animação, de games. Fomos pioneiros em muitas coisas.

Essa é uma experiência bem-sucedida de diálogo entre as mídias com a educação. E a escola formal? Caminha no sentido de encontrar esse canal de diálogo com as novas tecnologias?

Não. Nem a escola, nem as empresas, nem os jornais, nem as revistas, ninguém está preparado. E é bom a gente falar isso porque o primeiro passo pra gente começar a andar é reconhecer o nosso estágio. E ninguém precisa ficar envergonhado de estar defasado. Pelo contrário, eu costumo dizer que uma pessoa que se sente defasada está muito bem informada sobre o que está acontecendo. Tem gente que não se sente, e esse é o pior caso, porque na hora que perceber, já pode ser muito tarde. As escolas, como todas as outras instituições, estão correndo atrás de uma transformação muito gigantesca. Porque não é mais uma mudança de método, uma mudança de velocidade, não é isso. É uma mudança de estado, igual quando a água muda para vapor ou para gelo; é um outro estado que a gente vive hoje, onde a comunicação ocorre em todas as direções.

E qual é a grande diferença?

Quando eu fui educado, a comunicação era em uma direção, era do professor para mim. Eu ficava lá, sentado, na aula de história, e meu professor despejava o conteúdo na lousa. Eu dava um "cut paste" na lousa, naquela época é que eu fazia o "cut paste", eu ficava copiando o que o professor de história escrevia no quadro. Tem gente que acha que hoje é que é a era do "cut paste", mas esse é outro equívoco da escola. Hoje, é muito mais fácil fazer o "cut paste" sim, claro, mas por isso mesmo, talvez seja a hora de as escolas desempenharem a função primordial, que é ajudar o aluno a se locomover no meio dessa gigantesca massa de informação, para produzir conhecimento, sabedoria, alegria, entendimento. É essa a tarefa principal do educador hoje. E não só do educador — eu acredito — mas também dos líderes empresariais, dos jornalistas. A gente tem que ajudar no discernimento dessa massa.

E o que falta para isso?

Um bom começo é a gente lutar contra o preconceito. O preconceito é o medo da mudança, é não querer sair da sua região de conforto. Todos nós temos que lutar contra isso, e eu estou me incluindo aí dentro. O jornalista que não quer dar o braço a torcer de que o leitor de hoje pode saber mais do que ele ou pode saber antes dele, por exemplo. No caso do aluno é a mesma coisa. O aluno tem muito acesso a informação antes de chegar na sala de aula. Então, é importante que o professor tenha humildade pra ouvir esse aluno, trabalhar junto, aprender com ele. Ás vezes, é muito difícil pra um professor querer aprender. São tarefas muito árduas mesmo, mas ao mesmo tempo é uma oportunidade maravilhosa para mudar o jeito de fazer as coisas.

No CQC, por exemplo, a gente muda muito o programa por causa de crítica que a gente recebe do espectador. No início, percebemos rapidamente que tinha muita criança assistindo o programa e a gente falava muito palavrão e começamos a mudar esse comportamento, porque a gente soube ouvir a rede. E eu acredito que isso nos ajudou bastante.

Por falar nisso, como é fazer humor para um público tão diversificado, que inclui até crianças?

O público mais difícil que tem são as crianças. Se você consegue falar com elas, consegue falar com todo mundo. Porque os adultos são muito bobinhos, não é muito difícil você agradar um adulto, mas quando você percebe que tem criança no meio, a comunicação tem que ser clara, inteligente, porque senão elas não ficam. Criança não aguenta ninguém enrolando, ela muda de canal. Por isso, tem que respeitar a inteligência dela. Basicamente é isso. Agora, é uma baita de uma responsabilidade, porque o programa é de humor mesmo, às vezes um humor muito anárquico, e a gente corre muito o risco sempre, mas essa a nossa missão.

Você disse em seu blog que seu próximo passo é escrever um livro para esse público. Como anda esse projeto? E como é voltar a apresentar um programa para crianças, com o Plantão do Tas?

O projeto do livro é um bebê ainda, nem foi fecundado. Tá bem no comecinho, estou começando a fazer os primeiros desenhos. E eu já escrevi muito pra criança, em televisão. No Rá Tim Bum e no Castelo eu escrevia os textos. Já no Plantão do Tas, eu fiz uma consultoria de criação, quem coordenou os roteiros foi o Alex Baldin, que é o roteirista do CQC e um antigo parceiro meu. Já gravamos todos os episódios e agora o pessoal quer fazer uma série nova. A resposta do público tem sido muito legal, muito mesmo, tanto das crianças quanto dos pais.

Voltando a falar da educação brasileira. Como você avalia a qualidade do ensino no país?

Sofrível, triste. E eu não estou falando do governo atual, estou falando dos últimos 20 anos. O Brasil até hoje não levou a educação a sério. Tem uma ou outra ação que a gente pode aplaudir, mas nada como um planejamento estratégico, que atinja uma sociedade tão grande como a brasileira. Por isso que a educação no Brasil ainda é muito ruim. Ninguém pensou a educação de uma forma estratégica, no sentido de isso ser bom para a economia, para a saúde, a estabilidade emocional, financeira, para a felicidade, para tudo.

O Brasil ainda é medíocre na produção de conhecimento, de bens de criação, até de programas de TV, filmes, documentários, de qualquer coisa que exija o cérebro. Nós somos muito, muito, muito medíocres, infelizmente. É uma coisa que a gente tem que reconhecer.

As universidades brasileiras, por exemplo, têm muito o narizinho empinado, mas se articulam muito pouco, investem às vezes de uma maneira atabalhoada os recursos, desperdiçam muita grana. Infelizmente a situação no Brasil ainda é essa. Têm exceções, claro, mas qualquer ação que a gente comece agora vai resultar daqui a 50 anos, mas ninguém tem paciência para daqui a 50 anos.

Em ano eleitoral, você acha que os jovens estão preparados para escolher seus representantes e tentar mudar esse quadro?

Eu percebo uma desatenção, um descontentamento do jovem, que é proporcional à picaretagem dos governantes, dos políticos. Ou seja, a gente não pode recriminar o jovem por não estar ligado em política. Eu acho até muito saudável essa geração não ficar com atenção na política, porque essa política não merece atenção. Nós estamos diante de tempos bastante diferentes, porque, antigamente, você ser engajado politicamente era uma grande virtude. E daí? Os engajados politicamente são esses caras que se meteram em todos estes últimos escândalos, que, aliás, até hoje não foram reconhecidos, foram pegos com a mão na grana e até hoje estão aí posando para as câmeras, muito ofendidos, inclusive, botando a culpa na imprensa.

Ou seja, é uma vergonha. A esquerda brasileira é uma vergonha. E a direita também. Quer dizer, o Brasil, independentemente de quem está no poder, graças a Deus. E eu torço pra que agora a gente chegue em uma época que a política tenha o seu devido tamanho, que ela não ocupe tanto o noticiário. Eu acho um absurdo a quantidade de espaço que a política ocupa no noticiário no Brasil. Primeiro, porque não vejo interesse do povo de ficar debatendo tanto política e, depois, porque é um debate de péssima qualidade. Se tivesse menos espaço com mais qualidade, talvez o jovem se interessasse mais.

Para terminar, o que você pensa sobre a exigência do diploma de jornalista?

A questão do diploma para mim é muito simples. O jornalista tem que ter diploma, mas não de jornalista. Eu acho que é muito limitado você pensar que o jornalista é obrigado a ter diploma de jornalista. Para mim, jornalismo não é uma profissão específica porque ela lida com uma gama de assuntos muito extensa. Então, antes de tudo, o jornalista tem que estar preparado para contar assuntos e tem que ser um bom comunicador, tem que escrever bem, tem que falar bem. Você pode ter um médico que se descubra um comunicador e queira pegar essa missão pra ele. Ele vai ter que desenvolver as suas habilidades, até fazendo um curso de jornalismo ou outros cursos, e pode virar um grande jornalista, como o Drauzio Varella, que pra mim é um grande jornalista.
07/05/2010 - Correio Braziliense

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

2º capítulo - Série Família CQC


No capítulo anterior...

Marcelo chegou em casa e encontrou tudo de pernas pra cima. Depois de ter colocado os meninos pra arrumar a bagunça, a vizinha intrigueira começou a fazer confusão na porta da casa deles...

By Zhaphynna

Capítulo  2

- ANDA MARCELO, SE TÚ É HOMEM SUFICIENTE PRA DEFENDER SEUS FILHOS, APAREÇA AQUI AGORA!!!

Os meninos gelaram. Oscar quebrou o silêncio

- Ai não... Vai começar o showzinho da vizinha escandalosa
Marcelo levantou e foi até a sala verificar o que era

- Quem é que tá gritando assim?

- Adivinha pai? aquela maluca de novo- Rafael comentou

-Se ela está fazendo escândalo, alguma coisa vocês aprontaram
- Imagina papai, meus irmãos são todos uns anjinhos, não aprontaram nada! – Mônica ironizou- ( Danilo jogou-lhe a almofada na cara falando: cala a boca sua magricela )
Marcelo então abriu a porta da frente e deu de cara com Adriane com a mão na cintura, olhando firmemente para Marcelo.
- Que belo horário para vir até minha casa Adriane! – Marcelo ironizou
- Pois é, mas eu não tinha outro horário a não ser este, que te encontro aqui, SENHOR MARCELO
- O que foi ?
- Já sei, ela veio te pedir em casamento pai, aceita, aceita, aceita
- CALA A BOCA RAFINHA!!!!  - Todos exclamaram
- ENTREI EM CASA E ENCONTREI O VIDRO DA JANELA QUEBRADO, APOSTO QUE FOI UM DOS SEUS FILHOS – A vizinha escandalizava
- E você tem provas dear? – Marcelo perguntou
 -NÃO, MAS SEI QUE FOI ESSE CAVALO AÍ BAIXINHO, ELE SEMPRE APRONTA!!
Palmirinha escutava tudo de lá de dentro
Rafael remedava a vizinha
-Toma cuidado hein Rafael, começa remedando a vizinha, depois vira a donzela! – Rafinha brincava com a situação
- NÃO SAIREI AQUI ATÉ SABER QUEM DOS 7 QUE QUEBROU O VIDRO DA MINHA JANELA, TEM QUE PAGAR O PREJU, FALOW ?
Marcelo olhou pros meninos... Rafinha olhou pra Rafael, Rafael por sua vez olhou pra Danilo, Danilo olhou para Felipe, Felipe olhou para Mônica, Mônica olhou para Marco, Marco olhou para... ? ? ? ?  Oscar estava saindo de fininho
Marcelo cruzou os braços e ficou olhando Oscar saindo de fininho da sala
- Onde você pensa que vai, Pequeno Pônei?
- Glup!  er... er, papai, lembrei que... que... que... eu tenho que... que... que... ir pro... pro meu quarto... quarto... porque...
- Foi você então? ANDA MENINO FALA
Os meninos congelaram, nunca viram o pai falar assim com Oscar
Oscar vendo que não tinha mais saída resolveu confessar
- Na verdade não fui eu pai, estava o tempo todo aqui, foi o meu espírito que estava jogando bola no quintal quando aceitou sem querer o vidro da janela da vizinha, mas foi sem querer, Adriane se você quiser eu vou lá e colo pra você com cola super bonde e...
- EU SABIA QUE FOI ESSE CAVALO BAIXINHO AÍ! SAAABIAAA! – Adriana recomeçou o show
-  Aham, sei, seu espírito... Pequeno Pônei, já pro quarto, você tá de castigo, 3 meses sem ver CQC!!!
-O QUE? 3 meses sem CQC não pai, por favor, eu fico uma semana sem comer chocolate, limpo a casa todinha,nunca mais entro no twitter, mas não me deixa sem CQC não por faaavvoorrrrrr  - Oscar implorava pro pai quase que de joelhos
- Sem conversas Pequeno Pônei, JÁ PRO SEU QUARTO! SEM CQC DURANTE 3 MESES!
Oscar ficou revoltado, afinal nunca tinha levado um castigo desses, o máximo foi ficar sem seu sorvete durante uma semana, fora disso...
- ISSO NÃO É JUSTO, NÃO É JUUSSTTOOOOOOO EU VOU FALAR PRA MAMÃE, MAMAEEEEEEEEE MAAAAAEEEEEEEEEEEE ÓIA O PAPAI BRIGANDO COMIGO MAAAIINHÊÊÊÊ
- Mas a gente não tem mãe Oscar! – Marco quebrou o mini escândalo
- Ah é. Disfarça. hihihihihi
-DÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃ – Os meninos zuaram Oscar, Marcelo apontando o quarto para Oscar
- BEM FEITO, BEM FEITO, BEM FEITO IIRRUUUUUUU PEQUENO PONEI TÁ DE CASTIGO, LA LA LA LA LA LA LA LA – Oscar foi para o quarto e bateu a porta na cara de todo mundo
- TODO MUNDO QUIETO AGORA! SILÊNCIO NESSA BAGAÇA! – Marcelo tentando tomar a frente da zuação que se formou
- ATÉ AGORA VOCÊS NÃO RESOLVERAM O MEU PROBLEMA, ALIÁS, O PROBLEMA QUE ESSE PONEI FEZ NA MINHA JANELA!
- Adriane, queria pedir desculpas pela arte do meu filho, já o coloquei de castigo, mas agora tá muito de noite pra resolvermos esse problema, amanhã de manhã nos falamos, ok dear?
- NÃO, ESSE PROBLEMA TEM QUE SER RESOLVIDO AGORA!
Palmirinha vendo que Oscar foi para o quarto e bateu a porta na cara de todo mundo, e vendo que a bagunça na porta da casa tava formada, resolveu tomar a frente.Passou a mão na primeira vassoura deixada pelos meninos na sala e foi pra fora
- QUE BAGUNÇA É ESSA AQUI NA PORTA DA MINHA CASA SUA LOIRA DE FARMÁRCIA?
- MAIS UMA PRA CONFUSÃO – Adriane continuava
- PODE IR CHISPANDO DAQUI, SUA MALUCA! ANDA, ANDA, XÔ, XÔ
Palmirinha começou a dar vassourada na vizinha, Adriane sem saber o que fazer resolveu ir embora, mas jurando voltar
- ISSO NÃO VAI FICAR ASSIM MARCELO, EU VOLTAREI, VOCÊ TERÁ DE PAGAR O PREJUÍZZOOO!!!
- XOOOOO DAQUI SUA MALUCA
Os meninos vibravam com a avó que os salvou daquela surucucu que era a vizinha
Marcelo fechou a porta com a sensação de alívio, enquanto os meninos gritavam: É ISSO AÍ VÓ! AEEE!!!
- Já pode fazer parte daquele programa de luta livre na TV! –Q
- Muito engraçadinho Marco! – Mônica comentava
A avó dos meninos foi pra cozinha preparar o jantar, eles já tinham terminado a arrumação da sala e a acompanharam, só Rafael que pegou seu violão e foi pro quarto treinar mais um pouco, quando Marcelo anunciou
-Daqui a pouco vou assistir o meu Santos jogar, será um Megaaaa jogo hein? mal vejo a hora de começar e...
Na televisão, começou a abertura do CQC argentino, pronto. A bagunça tava feita de novo!. Os meninos saíram correndo desesperados pra frente da TV, em busca de um melhor lugar para ver o programa preferido
- Sai Rafinha, meu lugar é aí! – Mônica implicava
Danilo chegou na frente e deitou no sofá
- SAI DANILO, SAI, SAI VOCÊ TÁ OCUPANDO NOSSOS LUGARES ! – Felipe nervoso
O CQC começou, e os meninos ainda discutiam para um melhor lugar no sofá, outra confusão !
Eles eram fãs do programa Argentino,(Caiga Quien Caiga)quem  os ensinou a gostar?o pai , claro! Cada um tinha o seu CQC (nome dado aos integrantes do programa) preferido,mas Mônica acho que era o caso mais sério. Era apaixonada por um dos apresentadores do CQC, no seu quarto tinha um mega pôster dele, fotos no computador,vivia pelos cantos suspirando e chamando pelo nome de seu amado, ouvia músicas e lembrava dele, tinha um fã clube na internet e de meia em meia hora atualizava as notícias sobre seu ídolo, enquanto Rafinha zuava com a cara da irmã, seria um caso perdido ou coisa de fã?
-AAAAIIIIIIII Meu amorzinho! ( Mônica suspirava)
- Vai começar a melação – Felipe de novo
e Oscar no quarto gritando pelo amor de Deus me deixem ver CQC!!!!
E no programa de hoje... um dos nossos babacas foi agredido na rua, antes de mostrarmos essa pouca vergonha na sua televisão, vamos aos king Kongs da TV Argentina, está no ar o TOP...”
Marcelo desligou a TV
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHH NAAAAAOOOOOOOOOO , O QUE A GENTE FEZ AGORA PRA MERECER ISSO?
- Pode ir parando, hoje ninguém vai ver CQC, tá passando o jogo do Santos! É sagrado o jogo do meu Santos, vocês sabem!
Oscar escutando tudo de lá do quarto: - KKKKKKKK BEEM FEEITTOOO KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK se eu não verei CQC hoje, você também não KKKKKKKKKKKKKK
Marcelo tratou logo de mudar de canal, os meninos estavam uma feerraaaaa com o pai,
- Justo na hora do Top Five pai? sacanagem!!!- Marco se lamentava
- Ain, quem será que foi agredido? será que foi meu xuxuzinho da bancada? – Mônica estava tensa
- Tomara que tenha sido ele, quem sabe assim você pare de ficar idolatrando esse bolha
- OLHA LÁ COMO VOCÊ FALA DO MEU CQC HEIN RAFINHA? HUNF
Que bela cena, os meninos comentando sobre o   CQC enquanto Marcelo tentava assistir o jogo do Santos, que logo em seguida marcou um gol, Marcelo comemorava
- GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLL!!!!
Silêncio na sala.Só ele comemorando.
- Que bom. – Rafinha ironizava
-Pois é. legal – Felipe
- Parabéns. – Danilo
E Palmirinha terminando de fazer o jantar, Oscar rindo dos irmãos, quando derrepente ... Um carro parou em frente à casa dos meninos. Alguém desceu. Aproximou-se da porta. Tensão na sala.
-Pai, visitas uma hora dessas? – Felipe falando baixinho
- Pssiuu fica quieto nerd! – Marco fazendo sinal
A fechadura mexeu.O ser estava entrando sem bater
- É um ladrão (Mônica comentava baixinho)
- E você acha que um ladrão vai entrar pela porta da frente? dã – Danilo questionava a irmã
E a avó dos meninos na cozinha sem entender o motivo do silêncio
Rafinha levantou do sofá – Se for um ladrão vai apanhar, pode vir! pode entraarr!!!
A porta abriu, Rafinha a um passo de atacar o suposto ladrão... O ser entrou na casa e ...
Continua na próxima semana :D
 Escrito por Aglaisse Ramona

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Túnel do tempo: Marcelo Tas e o discreto charme das partículas elementares

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Em novembro de 2008, Marcelo Tas fez participação na série apresentada pela TV Cultura chamada " O discreto charme das particulas elementares", onde tinha como fundamento explicar a fisica quântica. Algo tão presente em nosso dia a dia que nem percebemos.

Confira abaixo os videos:




segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Coluna Crescer - Janeiro 2011

"Hora de ouvir, responder e agradecer!"


O primeiro, e talvez único mandamento da Comunicação é: Comunicar não é o que eu falo, mas o que as pessoas ouvem. Ou, no nosso caso: Comunicar não é o que eu escrevo, mas  o que você lê. Parece óbvio, mas nos dias que correm - e como correm - o exercício do óbvio é algo misterioso, complexo e necessário. Resolvi comemorar um ano de convivência com os leitores da CRESCER ouvindo e compartilhando algumas mensagens enviadas para a coluna.

"Comecei a observar o seu trabalho assistindo ao CQC. Hoje tive uma alegre surpresa ao ver que você é um dos colunistas da revista e que tem três filhos. Com esse ar de pessoa tão inteligente pensei que não tinha nenhum. Digo isso porque sei do trabalho que dá cuidar de uma criança." Ana Lúcia Barcia Lopes, Itajaí - SC.

Queria Ana, que susto você me deu! Quer dizer que pessoa inteligente não deve ter filhos?! Lendo a íntegra do seu e-mail soube que você também tem três filhos, trabalha fora e que leva uma vida de muito aprendizado com eles. Acredite: Até o profissional mais ocupado, mais inteligente ou mais famoso do planeta é muito burro se não descobrir que ser pai é uma oportunidade única e rara de conhecer a si próprio e ao mundo. Sem falar do encontro com o amor incondicional. Espalhe esse segredo por aí para seus amigos e amigas "inteligentes" que ficam adiando a paternidade, ok?

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"Prezado Tas, recebi da minha esposa o seu texto "Aprender sem pressão". Penso que nós - ditos adultos - também devemos nos utilizar mais do que aprender brincando, pois assim mantemos vivos o espírito de criança: leve, livre e com o compromisso apenas de aprender." Jefferson Nesello, São Paulo - SP

Prezado Jefferson: Apesar de eu mesmo ter escrito esse texto, continuo numa luta intensa comigo mesmo. Mesmo com a consciência de que aprendemos melhor e mais fácil com leveza e espontaneidade, tenho imensa dificuldade em não forçar a mão na hora de tentar ensinar alguma coisa aos filhos. Penso que a pressa dos nossos tempos atrapalha muito. A luta é árdua, mas vale a pena.

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"Marcelo, quando li que você levou seu filho Miguel ao estádio para se tornar Santista, confesso que me emocionei, talvez um pouco demasiado. Como estou para ser pai, ando por demais emotivo. Valeu camarada. Aquele abraço!" Wesley Fragas - Florianópolis - SC

Caro Wesley, aproveita que você vai ser pai para chorar bastante e à vontade. Não sei porque ensinaram que nós, meninos, devemos guardar tudo isso dentro do peito. Está na hora de desaprender. Sorte!

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"Tas, boa tarde. Agradeço pelo texto na Crescer. Meu primeiro filho (Henrique) vai nascer amanhã. Estou numa mistura de sentimentos e lendo todas as revistas, colunas e matérias possíveis sobre o assunto. Concordo quando você diz que para os homens o filho só existe depois que ele nasce. No meu caso, amanhã. Seja o que Deus quiser. Francisco Melo Cerqueira - Por e-mail.

Caro Francisco, neste janeiro, o Henrique e a coluna fazem um ano de vida. Envio a ele meus parabéns e aproveito para mandar a todos os pais e mães leitores a minha gratidão pela atenção, carinho e confiança. O aprendizado, a brincadeira e a luta continuam, Feliz 2011 a todos!

Marcelo Tas

Fonte- Revista Crescer

Marcelo Tas: 'O humor é uma ferramenta muito eficiente para o jornalismo e para a educação'

Nascido em Ituverava (a 400 km de São Paulo), Marcelo Tristão Athayde de Souza – mais conhecido como Marcelo Tas – descobriu seu talento para a comunicação quando estudava Engenharia Civil na Universidade de São Paulo (USP). Durante dois anos, foi editor de um informativo anarquista – feito pelos próprios estudantes do curso –, que misturava jornalismo e humor. No mesmo período, ingressou na faculdade de Comunicação, se dedicando às duas paralelamente. Após o término dos cursos, Tas continuou a ousar, mas agora na TV: abriu uma produtora de vídeo; representou o repórter Ernesto Varela – que ironizava políticos –; apresentou o ‘Vídeo Show’, na Rede Globo; e interpretou o famoso Professor Tibúrcio, do infantil ‘Rá-Tim-Bum’; entre outros. Além disso, dirigiu e escreveu roteiros para vários programas, se tornando inclusive um dos profissionais mais polivalentes da TV brasileira.
Hoje, 27 anos depois de sua estreia na TV, o apresentador está à frente do ‘CQC’, da Band. Além disso, está com um projeto infantil no canal a cabo Cartoon Network – o ‘Plantão do Tas’, um telejornal com notícias falsas. Em recente palestra realizada na Casa do Saber, no Rio de Janeiro, Tas falou sobre o sucesso do ‘CQC’, que conquistou não apenas os jovens, mas também adultos e crianças. Com isso, a atração passou a usar como slogan ‘O programa da família brasileira’. “A emissora foi muito feliz em identificar um público que está interessado em política, denúncia. Percebo que as pessoas estão sedentas de um jornalismo diferente, que desejam ter acesso a uma informação mais direta e espontânea”, destacou ele em sua apresentação. Em outro momento, ele afirmou que o ‘CQC’ trouxe uma novidade: uma mistura de jornalismo e entretenimento, com humor na medida certa. “Até hoje, os telespectadores perguntam como nos classificamos, mas não quero ter essa tarefa. Algumas pessoas dizem que nosso programa é de entretenimento, outras, que fazemos jornalismo. Para mim não há problema. O que importa é a história que estamos construindo. Queremos continuar a emocionar e a fazer rir.”
 
Nessa entrevista exclusiva à revista Comunicação 360°, Marcelo Tas falou sobre como o humor pode influenciar a vida das pessoas e contribuir para o debate social. O resultado você confere no bate-papo a seguir.

Nós da Comunicação – Ao ser caracterizado como uma manifestação crítica, transparente e inteligente, o humor pode ter se tornado uma peça-chave para promover o debate social?
Marcelo Tas
– Para mim, humor sempre foi um veículo inteligente. Freud já dizia que a risada é uma faísca que surge quando você entende algo. É uma síntese muito rápida de um insight. Então, digo que o humor está ligado à inteligência. E, hoje, é muito difícil fazer humor de qualidade. Por isso, acredito que seja uma ferramenta muito eficiente para o jornalismo, mas também pode ser para a educação. Um professor que consegue usar o humor em uma aula de física, por exemplo, consegue fazer sua explicação muito mais interessante para os estudantes. Agora, em minha opinião, é uma ferramenta que deve ser tratada com muito carinho e respeito.

Nós da Comunicação – Você acredita que o humor pode influenciar a vida das pessoas e o ambiente de trabalho?
Marcelo Tas –
Eu tenho certeza que pode influenciar, inclusive na vida amorosa. Eu acredito que o humor é a porta para o romance. Quando você faz uma mulher rir, uma janela se abre para que a conversa se alongue. E o mesmo acontece com um homem, com um filho e, até mesmo, na relação professor/aluno. Quando você usa humor e é capaz de rir de si mesmo, você não tem a arrogância de achar que não erra. Essa é a grande virtude do palhaço: escorregar para que as pessoas riam do ridículo dele.

Nós da Comunicação – Como conciliar jornalismo com humor, como faz no CQC, sem cair no erro?
Marcelo Tas
– É dificílimo. No caso do ‘CQC’, temos de correr riscos, senão não tem graça. Se pararmos para pensar, os mandamentos do jornalismo pregam que o profissional deve ser imparcial, equilibrado, preciso. O humor é o contrário: é impreciso, imprevisível e a qualquer momento pode dar errado. Com isso, estamos sempre em uma corda bamba. Algumas vezes erramos na dose e caímos no abismo, outras, conseguimos ter sorte. Mas ainda acredito que seja muito melhor continuar arriscando do que ficar com medo, parcimonioso ou jogando com regras muito marcadas. Para mim, essa é a chave do ‘CQC’.

Nós da Comunicação – Em sua opinião, qual é o limite entre o humor e a ética?
Marcelo Tas –
É o respeito, tanto por quem você está entrevistando quanto pelo telespectador. Acho que não vale ultrapassar os limites ou usar do desrespeito para fazer graça, até porque o público percebe que você forçou algo que não é justo e aí, o que era para ser engraçado, com certeza, perderá a força. Quer dizer, para criticar alguém que você considera injusto, não se pode fazer o mesmo que ele faz. Esse é um ponto que discutimos muito no ‘CQC’. Se roubarmos no jogo para entrevistar um político, por exemplo, estaremos cometendo o mesmo erro que, talvez, critiquemos nele.

Série 'Família CQC' - 1º capitulo


Mais um dia de trabalho terminava para o professor Marcelo, ele por sua vez muito cansado, só queria uma coisa: chegar em casa, tomar um banho e descansar. “Deve ser que meus filhos numa hora dessas já estão jantando, aaahh que maravilha! que santa paz é a minha casa! meus filhos, orgulho do pai” Marcelo ia pensando alto enquanto dirigia pelas ruas de Lisboa – Portugal, rumo a sua casa.
Alguns minutos depois, Marcelo finalmente chegou em casa, aliás, uma bela casa situada em um dos bairros mais badalados de Portugal, possuía muitas árvores ao redor, quintal grande, casa pintada de azul. Quando Marcelo estava guardava o carro na garagem, escutou uma gritaria vinda de dentro da sua casa.
- Que gritaria é essa? o que tá acontecendo? – Pensou Marcelo em voz alta enquanto tentava reconhecer os gritos
Eis que derrepente surge Oscar e Felipe correndo pelo quintal
-PÁRA DE GRACINHA SEU NERD DOS INFERNOS, PODE IR DEVOLVENDO MEU PEQUENO PÔNEI DE BRINQUEDO!!!
- NÃO DEVOLVO NÃO! VEM ME PEGAR HAHAHAHAHAHA
- VOU CONTAR PRO PAPAI! AAH SE CONTO!
- NOSSA, TO MORRENDO DE MEDO HAHAHAHA
Marcelo então saiu do carro, e ficou olhando pros dois
- Ei, posso saber que confusão é essa?
- AÍ PAI, O FELIPE PEGOU MEU PEQUENO PÔNEI! FALA PRA ELE DEVOLVER, FALA
- Felipe, devolva o pequeno pônei do seu irmão.
- Ah não pai, eu to brincando com ele heheh
- Felipe, devolva o objeto do seu irmão.
- Não devolvo não haha
- QUER PARAR DE PALHAÇADA? DEVOLVA O NEGÓCIO DO SEU IRMÃO SEU BARNABÉ DE SANTO ANDRÉ ! , ops, Barnabé de Santo André é o Danilo, er, SEU... SEU... SEU... PUDIM DE SIRIGUELA!! Ah não, esse é o Rafael... 
- Eita pai que tá ruim o negócio hein?- Oscar ironizou
- SEU... SEU... Esqueci o apelido dele, meu Deus, er, Ahhh esquece, FELIPE DEVOLVA O OBJETO DO SEU IRMÃO!
- Tá bom, eu devolvo, nem sabe brincar, aqui Oscarzito lindo do meu coração, (apertando as bochechas de Oscar) to devolvendo seu brinquedinho tchuc tchuc  do papa (irônico)
-(tomando o pônei das mãos de Felipe)- Para de gracinha Felipe!
Oscar então foi ao encontro de seu pai
- Benção pai! e aí como foi o seu dia?
- Deus te abençoe meu filho, foi tranquilo, e como vocês estão?
- Estamos bem!
- Cadê seus irmãos? Porque não vieram falar comigo ainda?
- Er... - Oscar despistou o olhar
- Porque essa cara filho? o que aconteceu?
- Nada pai rs
- É ,nada não pai – completou Felipe
- Vocês estão estranhos, hum, bem, melhor entrarmos em casa, vamos!
Marcelo entrou em casa e levou um susto
- MAS O QUE QUE É ISSO AQUI?
Encontrou a casa toda bagunçada, roupas espalhadas em todos os lugares, Danilo dormindo no sofá, Marco jogando vídeo-game, Mônica pendurada no telefone, Rafael acabando com a sobremesa do jantar, e a cena mais Patética de todas: Rafinha  rebolando em cima do outro sofá
- MAS QUE BAGUNÇA É ESSA AQUI?
- Eu sou um negro lindddoo eu sou um negro linnddoo uuuuuuhuulllllll , parei. – Rafinha levou um susto vendo seu pai na porta.
Rafael levou engasgou com o doce
- Er, er, pai, eu tava experimentando a sobremesa do jantar, era, tá bom demais, mas falta um pouco mais de açúcar, vou experimentar mais um pouco, er – Rafael tentou se explicar
Marcelo deu um berro
- ACABOU A FAARAAA!!!!!
Marcelo foi até o telefone onde Mônica estava falando alegremente e puxou o fio da tomada
- Ah não paiêêê!!!
- Pode parar de chilique mocinha, já pro seu quarto!!!
- Hunf – Mônica ficou chateada
Marcelo foi até onde estava Marco
- E AGORA O RUBINHO BARICHELLO ATRAVESSA FELIPE MASSA, VAI FAZER A CURVA EEEEE....
Marcelo desligou a TV
- AAAAAAAAAAAAAHHH NÃO PAAAAAII!!! LIGA ESSA TV, LIGA, LIGA, agora que tava ganhando!
- Acabou a brincadeira Marco!!! pode ir arrumando essa bagunça, mas olha que horror, pacote de biscoitos espalhados em tudo quanto é lugar, pegue a vassoura AAGORAAA!!!
Marco levantou dali rapidinho e foi pegar a vassoura
Marcelo então se aproximou de Rafinha, que estava parado olhando o pai
- Oi pai, como vai o senhor? tudo beleza?
Marcelo cruzou os braços e ficou olhando fixamente para Rafinha.
- Do jeito que você olha, vai dar namoro, uhuuull.. parei.
- Você tá muito engraçadinho pro meu gosto hein Rafinha?dançando no sofá, que lindo!
- Ah, se o senhor achou legal posso continuar e...
- JÁ PEGANDO A VASSOURA E ARRUMANDO ESSA BAGUNÇA!!!
Marcelo então foi até a cozinha, pegou Rafael pelas orelhas
- Ai , ai, ai, Marcelo, isso dói!!
- Quem mandou você acabar com a sobremesa do jantar?
- Ah, tava bom
- Aham, sei, tsc, pode ir lavando essa panela que você deixou suja aí na pia
- Depois vou
- EU TO MANDANDO AGORA!
- AAAIIIIII , tá bom! larga minha orelha, ai, ai
Marcelo voltou a sala e se dirigiu onde Danilo dormia no sofá, de bruços, só de camisa e cueca branca.
- Danilo, levanta daí agora
- Queeee, to com sono
- Ah é? não vai sair? então tá bom.
Marcelo foi até o lavanderia, encheu um balde com água, trouxe até a geladeira e encheu de gelo, voltou para sala, despejou tudo em cima de Danilo
Danilo deu um pulo do sofá
- QUE ISSO PAI? NÃO TÁ VENDO QUE TO DORMINDO?
- To, to vendo sim seu Barnabé de Santo André, QUE VERGONHAA!!! de cueca dormindo no meio da sala, tem mulher nessa casa sabia? sabiaaa??? ( dando um cascudo em Danilo)
- Sei ¬¬
- Pode ir ajudando seus irmãos a arrumar essa bagunça, Anda Danilo, ANNDAAA
- E você Oscarzinho, vá pro seu quarto ver TV
- Ei, ei, ei, que injustiça é essa? ele não vai ajudar a arrumar a bagunça? –Reclamou Rafinha
- Não, meu bebezinho não faz baderna que nem vocês né meu pequeno pônei ? ( passando as mãos nos cabelos de Oscar)
-AAAHHHH mas é muita puta falta de sacanagem isso com a gente!!! – Danilo contestou
Oscar ria dos irmãos
Os meninos ficaram revoltados com Oscar, afinal, de tudo só ele que escapava, castigo, arrumação, tudo! Era o filho preferido de todos, Marcelo o mimava demais, tudo era Oscar! Oscar daqui e Dalí... Isso causava a ira dos irmãos que também queriam ser mimados assim.
Enquanto Marcelo monitorava a arrumação na casa, eis que Palmirinha, a avó dos meninos chegou em casa, encontrou os netos arrumando a sala
- Coitadinhos dos meus netinhos! trabalham tanto!
- VOVÓ!!!!!!!!!!!!!!! – exclamaram em coro
Todos foram ao encontro da avó abraçar e a encher de beijos
- Mãe? Onde a senhora estava?  - Marcelo perguntou
- Filho! estava no mercado ,trouxe o seu doce preferido! Oscar, trouxe chocolate para você, Rafael pra você trouxe...
- Mãe, a senhora mima demais esses meninos
- Ah filho, deixa disso, você está sendo cruel com eles!  né mesmo meus netinhos?
-ÉEEEEEE!!!!!!!!!
- Levem as sacolas na cozinha, hoje vou preparar o prato preferido de vocês, MACARRONADAA!!!
- EEEBAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!
- EI, EI, estão se esquecendo da arrumação?
- É mesmo meninos, terminem de arrumar a sala, depois o jantar estará pronto
- Tava bom demais pra ser verdade né Marcelo?  ¬¬
- É  seu Danilo, anda pessoal, mexam! terminem de arrumar essa bagunça, quando saí de casa não estava assim
Os meninos pegaram novamente a vassoura, baldes e voltaram ao serviço, a avó foi para cozinha arrumar as compras, Marcelo foi atrás
- Estava tão de cabeça quente depois que entrei nessa casa e vi essa baderna, que quando a senhora chegou nem tomei a bênção, agora sim , hehehe, Benção mãe
- Deus te abençoe meu filho , como foi o seu dia no trabalho?
- Foi tranqüilo, graças a Deus
- Que bom, fico feliz de ver meu filho trabalhando sossegado!
Enquanto Marcelo ia continuar o assunto com a sua mãe, Adriane, a vizinha fofoqueira, começou a fazer um escândalo lá na frente da casa deles
-ANDA MARCELO, SE TÚ É HOMEM O SUFICIENTE PRA DEFENDER TEUS FILHOS, APAREÇA AQUI AGORA!

Continua na próxima semana :D

1º capitulo escrito por Aglaisse Ramona (@fanfics_CQC)