quarta-feira, 21 de julho de 2010

Marcelo Tas, Telekid e Zequinha com seus "porquês" sem fim

Sempre que Zequinha aparecia com seus porquês que não tinham fim, que, invariavelmente, eram encerrados com um “Porque sim, Zequinha!”, Marcelo Tas aparecia na pele de Telekid com um "controle rosa" respondendo suas duvidas, como: Porque que o céu era azul, porque as flores tinham perfume entre outras curiosidades que as crianças, assim como Zequinha (interpretado por Freddy Allan)  muitas vezes queriam saber, porém, seus pais ou adultos mais próximos por não saberem a resposta ou até mesmo por preguiça de explicar, respondiam com um simples "Porque sim". E foi justamente com este personagem que Tas interpretava no Castelo Ra- Tim- Bum ( Tv Cultura) que ele eternizou o bordão " Porque sim não é resposta", o qual, pelo resultado da nossa enquete é o preferido da garotada que o acompanha hoje, porém, no CQC e no Plantão do Tas.
Enfim, diante deste resultado, publicaremos um texto de uma fã que acompanhou essa fase da carreira de Tas e que como muitos, era uma "Zequinha" cheia de curiosidades e perguntas, muitas vezes respondidas por Tas na pele de Telekid.  


A influência de um " Porque sim não é resposta"

Quando eu nasci (1990), o Marcelo Tas já estava na televisão na pele do Professor Tiburcio. Segundo a minha mãe, o RÁ-TIM-BUM era o único programa que eu gostava de assistir, mas eu sempre tapava o rosto com a almofada quando o Tiburcio aparecia.
Em 1994, quando eu já estava com quase quatro anos, estreou o Castelo RÁ-TIM-BUM, que eu acho que foi o melhor programa infantil de todos os tempos, junto com a TV Colosso. Nessa época eu estava começando a compreender o que era televisão e foi quando eu me tornei fã de carteirinha do Marcelo Tas. O Telekid ocupava um espaço muito pequeno dentro do Castelo RÁ-TIM-BUM, no entanto o “PORQUE SIM NÃO É RESPOSTA” marcou a minha vida e a de muitas crianças daquele tempo.
Na pele do Telekid, com sua roupa colorida e aquele controle cor-de-rosa (que eu queria muito ter igual), Marcelo Tas nos respondia, com paciência e didática, aquelas perguntas que boa parte dos adultos tem preguiça de responder (seja por não saberem a resposta, ou por não quererem gastar sem tempo respondendo perguntas que eles julgam “idiotas” ou desnecessárias ou por qualquer outro motivo). Graças ao Tas levei muitas broncas da minha mãe, ela dizia que eu perguntava demais e que sim é resposta sim! Mas tudo bem, ele quase sempre respondia as minhas maiores curiosidades no programa. E um dos melhores dias foi quando ele explicou o porquê da chuva, cara, nunca tinha ficado tão feliz, mesmo não entendendo boa parte da explicação dele. Mas foi o Telekid que me ensinou o porquê que as pessoas falam línguas diferentes, o porquê que as cidades têm muitas pessoas, o porquê não conseguir contar os grãos de areia das praias, entre tantas outras coisas. O mais importante ensinamento do Telekid foi fazer com que eu não aceitasse um simples sim, ou até mesmo um não como resposta para os meus questionamentos. Hoje penso que responder sim ou não para determinadas perguntas, é pura falta de argumentação! Até hoje, quando tenho oportunidade, para assistir as reprises do Castelo RÁ-TIM-BUM e do RÁ-TIM-BUM.
O mais incrível de tudo isso, é que hoje, quando ligo este tubo infecto de elétrons, que é a nossa TV, me deparo com aquela carequinha lustrosa, aqueles óculos intelectuais, aquele terno elegante no meio de uma bancada interessante e maluca, me ensinando muitas outras coisas e insistindo para que eu continue a questionar e a buscar respostas no mínimo satisfatórias.
Posso dizer que o Tas é um dos meus maiores ídolos, o meu professor mais querido, e um dos meus maiores exemplos de inteligência, competência e carisma. Meu amor, carinho e agradecimentos pelo Tas não tem fim!


Enviada por Isabella Araújo Barbosa Moraes – Uberaba/MG @IsaAraujoBM
( Criadora do @fcCQC_MG e o @FcTasMG)


Zequinha (Freddy Allan)


Agradeço à todos que participaram da enquete e já criaremos outra e divulgaremos aqui. Continuem mandando seus textos para nosso email TasManiacas@hotmail.com que toda semana plubicaremos um.

Fã Clube Tas Maniacas

Cartoon Network apresenta novidades com Marcelo Tas!


Novidade para os pequenos e pequenas. Marcelo Tas continuará não apenas a frente do noticiario fantasioso no Cartoon como haverá também mais vinte cápsulas inéditas do Plantão do Tas.
Marcelo Tas, esse tchuc tchuc de limão da criançada, acabou de assinar para apresentar mais vinte cápsulas inéditas com notícias de 2 minutos. Além disso, ele também estará à frente de um especial de meia-hora do programa, cujo tema ainda é mantido em segredo. Tanto as cápsulas quanto o especial serão exibidos no último trimestre de 2010.
A produtora continua sendo a Cuatro Cabezas ( a mesma do CQC) , com produção comandada por Manoela Muraro, do Cartoon Network.
Ao lado de Tas, permanecem os repórteres mirins Iolanda Violeta e Hugo Mascarenhas – interpretados respectivamente pelos jovens atores Gabriella Mustafá (12 anos, natural do Paraná) e Marcos Felipe Oliveira (14 anos, de São Paulo).
O Plantão do Tas é uma espécie de jornal televisivo, porém, com noticias absurdas afim de chamar a atenção das crianças e estimulá-las a se interessarem por assuntos como meio-ambiente, política e cidadania e é exibido todos os dias, às 19h, no Cartoon Network.


Fonte

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Marcelo Tas encara novo projeto

Marcelo Tas já fez de tudo, porém, um de seus projetos ainda era de escrever um livro dedicado ao público infantil, publico este que Tas tem muita experiencia, já que foi criador de dois personagens infantis interpretado nas séries Ra- Tim-Bum ( Telekid e Professor Tiburcio) e atualmente apresenta o Plantão do Tas, sucesso de público no cartoon network e que terá nova temporada.
Desta vez Marcelo Tas será autor do livro " Meu Pequeno Santista " da coleção "Meu Time do Coração" com ilustrações de Ricardo Gimenes, o mesmo que ilustrou  o livro "Nunca Antes na História Deste País" escrito também por Marcelo Tas. O lançamento da nova obra está previsto para agosto.


Marcelo Tas, santista roxo, assumido e pai de três filhos já teve a emoção de ver o filho Miguel entrando em campo, junto com o Time do Santos na primeira vez que levou o pequeno à Vila Belmiro. Em umas de suas colunas Marcelo Tas confessa que foi uma das maiores emoções da sua vida, já que como um bom santista, ver seu filho aderindo ao seu time é um orgulho e tanto para um pai tão zeloso como Tas e acredito que essa experiencia poderá ser uma das inspirações para criação deste livro, o qual torcemos que tenha o mesmo sucesso que o seu primeiro livro, o "Nunca antes na história deste país'.

          
Marcelo Tas com o filho Miguel na Vila Belmiro


domingo, 18 de julho de 2010

Uma tentativa de te agradecer...

Desde da primeira semana do Fã Clube, Marcelo Tas vem tendo uma participação importante nele. Não pelo fato dele ser o homenagiado de tudo isso, mas pela atenção e carinho com tudo que está relacionado ao fã clube.
Essas atitudes não fizeram nós amarmos mais ele, já que esse carinho já tinhamos com ele bem antes do surgimento do fã clube, pois, acredito que o fã a única missão dele é apoiar o ídolo e adimirar independente dele responder ou não, porém, tivemos a conclusão que Tas merecia algum agradecimento pelo carinho que vem dando a nós, a atenção e é claro a paciência que nos dedica, já que convenhamos, às vezes damos uma atazanadinha nele no twitter. Mas, o fato é que ele merece mais ainda todas as homenagens que este fã clube poder dar a ele. Homenagens simples diante das coisas que aprendemos com ele e da nossa gratidão por tanto carinho e atenção, mas que é o mais sincero possivel que suas duas alunas podem fazer!

TE AMAMOS Marcelo Tas!

Fã Clube Tas Maniacas!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Enquete: professor Tiburcio

Há uma semana atrás fizemos uma enquete aqui no Blog de qual personagem que Marcelo Tas interpretou ao longo de sua carreira seus fãs gostavam mais e o vencedor claro que foi o professor Tiburcio, que mesmo de muitos dizerem que tinham medo, é querido e lembrado pela garotada que acompanha o Tas hoje no CQC.
Enfim, devido a isso tivemos a idéia de cada semana postar uma homenagem ao Tas de algum fã aqui, quem quiser participar é simples, é só mandar seu texto para o nosso email ' tasmaniacas@hotmail.com  ' que iremos publicar aqui. E como tivemos essa bendita idéia só agora, nós começaremos com a homenagem a esse professor que marcou a história de cada um de nós com seu inesquecível "Olá Classe!"

Um certo professor ☺
Quando me lembro da infancia, logo me vem a imagem dos brinquedos que tive, dos desenhos animados que assistia e é claro da escola, lugar que por sinal, apesar dos pesares, gostava de frequentar. Mas meu primeiro professor ou o primeiro exemplo que tive de um professor não usava jaleco, não tinha cara de nerd, não ensinava português, matemática, geografia ou qualquer uma dessas matérias que vemos numa escola 'real' e nem muito menos usava giz e quadro negro para ensinar. Meu primeiro professor vestia beca e capelo, tinha um ar sinixtro que impunhava respeito, porém, não me inspirava o medo que muitos dizem ter tido dele, sua classe era virtual e ele surgia de um fundo que parecia infinito nos saldando com seu inesquecível "Olá Classe". Mas esse professor mudou; Hoje ele ensina vestido de terno e gravata, munido com um lápis e um roteiro, valores como afeto, ouvir mais do que falar, relação olho no olho, enfim, ele me ensina o valor da boa e velha comunicação.
O meu primeiro professor e que até eu frequentar uma escola de verdade achava que era igual a todos, se chamava Tiburcio e hoje é conhecido como Marcelo Tas, o cara que possui 27 anos de carreira, passando de ator a autor e que mesmo não interpretando mais um professor, o considero como um dos mestres da Tv brasileira, sendo um dos profissionais mais amados e admirados desse tubo de elétrons maluco, protegido por Santa Clara, chamado televisão.



Ps: Este post surgiu logo após de assistir uma entrevista dele a qual ele declara que quer ser lembrado como Professor Tiburcio, o que é claro se depender de mim esse desejo será atendido, já que o considero mais que um ídolo e sim um professor, sempre, independente de estar em trajes de Tiburcio, numa sala virtual ou não. Pois, mesmo que ele não tenha o ar de um professor convencional que use um giz e um quadro negro para ensinar, ele faz isso em apenas 140 caracteres todos os dias no twitter!


*Texto escrito pela presidente e criadora do Fã Clube Tas maniacas em seu blog pessoal.

Valeu galera, até a próxima! E nos mande seus textos homenagiando esse mousse de maracujá,  para publicarmos aqui e é claro vote na nossa enquete ali do lado: "Qual o seu bordão predielto de Marcelo Tas?!"

Fã Clube Tas Maniacas

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O próximo #FalaTas será dia 19/08


Este ano Marcelo Tas está com uma temporada debates em terras mineiras, mas precisamente em Belo Horizonte na UNIBH.
O proximo evento do Ciclo de Debates com Marcelo Tas irá discutir os Rumos e Tendências da Comunicação.

Data: 19/08

Convidados já confirmados: Caco Barcelos, Silvio Meira e Emanuel Carneiro

Aguarde a abertura das inscrições e acompanhe tudo no  www.falatas.com.br   

Visite #FalaTas - Ciclo de Debates no UniBH em:  http://falatas.ning.com/?xg_source=msg_mes_network 

 


Exclusivo na web: Coluna do Marcelo Tas deste mês na revista Crescer

'Pai laboratório'


Morte é assunto de criança?

Nasci numa família grande e festeira, repleta de avós, primos e tios. Mesmo com tanto calor humano, um dado incomum daquela realidade atormentou minha infância: Ninguém morria na grande família! Acreditem: Cheguei mesmo a conhecer todos os meus bisavós, vivinhos da silva, evidentemente.
Lembro de gastar horas observando meus bisavós com grande curiosidade. Quanta história armazenada naquelas orelhas amarrotadas , pescoços enrugados e roupas de época! Como não tinha outra referência, imaginava que nas outras famílias também acontecia o mesmo. Depois, quando passei a frequentar as casas de outras famílias, tomei consciência da minha situação incomum. Claro, me senti abençoado e privilegiado. Mas com o tempo, um suspense desconfortável começou a me afligir. Quem seria o primeiro a quebrar o cliclo de imortalidade dos Tristão Athayde de Souza?
Da mesma forma que tinha inveja e admiração por amiguinhos que já tinham quebrado o braço, comecei a me sentir inferiorizado por nunca ter presenciado um mísero velório. É sério. Vivi esse drama interior sem malícia, culpa ou medo de alguém ler meus pensamentos. Eu era criança e podia tudo. Um belo dia, uma pequena multidão quebrou a rotina da rua. Era uma novidade extraordinária: A morte do tio Agostinho, forma carinhosa como a família tratava meu quase centenário bisavê paterno. Eu amava aquele velhinho elegante e educado, que passava a maior parte do tempo sentado na parte de frente da casa, numa poltrona de madeira confortável do alpendre, mirando a rua, geralmente deserta. Devo confessar que, logo após o impacto da notícia, uma suave alegria e alívio invadiu minha alma.
Talvez por influência do cinema, a primeira coisa que fiz foi procurar um lenço branco para exibir meu luto e seriedade. Permaneci o máximo que pude ao lado do caixão, colocado no centro da sala de estar dos meus avós.
Usava o lenço mais para disfarçar meus olhares para cada detalhe da cerimônia fúnebre que para enxugar as eventuais lágrimas. Naquele dia, vivi a emoção da chegada de algo que não entendia, talvez a vida adulta.
Depois de tio Agostinho, a fila andou. E andou rápido. Lá se foram pelo misterioso caminho da eternidade: Outros tios, amigos, os bisavós e avós queridos....
Hoje, após tantas experiências difíceis e profundas no contato com essa velha senhora, a morte, continuo reaprendendo tudo sobre o assunto com os meus filhos menores. Miguel e Clarice passaram as últimas férias sozinhos com os meus pais. Um dia recebemos telefonema com uma questão que os incomodava. Uma tia distante havia falecido e estavam em dúvida entre levar ou não os pequenos ao velório. Autorizei sem vacilar.
Soube depois que a presença das crianças na cerimônia foi uma experiência rica e reveladora, pricipalmente para os meus pais, que já enfrentaram um duro golpe do destino: A perda prematura de um filho, o meu irmão João, aos 28 anos de idade.
Miguel e Clarice acabaram se interessando pela história do tio João até ali evitada diante deles. Chegaram a convencer os avós a levá-los para conhecer o cemitério, onde meu irmão está enterrado. Levaram flores, cantaram, rezaram, beijaram a foto no túmulo... De forma direta, simples e sincera, trouxeram um novo entendimento para esse tema tão evitado quanto desconhecido por cada um de nós. Iluminaram a morte com suas vidas cheias de graças e bençãos.

MARCELO TAS


Fonte- Revista Crescer