sábado, 7 de maio de 2011

As mães de Marcelo Tas

Os pais de Marcelo Tas - Shirlei e Ézio em bodas de ouro
Marcelo Tas como todos sabem, ou pelo menos seus fãs sabem, nasceu no décimo dia de novembro no ano de 1959. Filho de Shirlei Tristão Athayde de Souza e Ézio Athayde de Souza, Tas faz sucesso hoje como âncora do CQC e eternizou sua carreira com os personagens: Varela, Tiburcio e Telekid. 
Enfim, como hoje é o dia das mães e este é um fã clube dedicado ao Tas, faremos aqui, neste singelo texto uma pequena homenagem as mães da vida de Marcelo Tas, começando por sua provedora, dona Shirlei, a qual nós fãs deste ícone da Tv brasileira, agradecemos carinhosamente por ter criado tão bem nosso rapaizinho de Ituverava.
 Sendo mãe de três filhos, contando com o Tas, e tido perdido um por conta do HIV, dona Shirlei fez do Tas o homem que é hoje. Alguém generoso, criativo, afetuoso e sobretudo educado, sendo que nós acreditamos que ela também teria sido uma referencia ao Tas quando ele resolveu criar o inesquecivel professor Tiburcio.
Marcelo Tas e a atual esposa Bel Kowarick com os filhos Miguel e Clarice
Mas há as mães / esposas de  Tas que não podemos deixar de parabenizar. 
Primeiramente a mãe de Luiza, a Claudia Kopke e depois a atual esposa , Isabel Kowarick, mãe de Miguel e Clarice, ambos também filhos desse pai coruja, a qual também aproveitamos não só para parabenizar pelo dia, mas também para agradecer por liberar tantas vezes o maridão para os milhares de fãs no twitter . 
Enfim, a todas as mães presentes na vida e carreira do Marcelo Tas, nosso feliz dia das mães e um feliz dia das mães também as nossas seguidoras.

Agora abaixo vai um post, curto, mas recheado de carinho  de quando Marcelo Tas se tornou pai pela 3ª vez e Bel Kowarick, mãe pela segunda vez de um filho desse moço:

 

"CEGONHA

Queridos e queridas navegantes,

Meu coração foi atingido por um raio que fez toda essa discussão de cueca, mala, buraco, valério... literalmente evaporar.
Neste último sábado, me tornei pai pela terceira vez! Para minha surpresa e alegria, em plena sala de parto, a enfermeira emocionada me confidencia que tinha sido uma telespectadora quando criança do Professor Tibúrcio. Uau, penso que é hora de eu parar de ter filhos e aguardar os netos.
Desculpem os que aqui passam em busca do debate político-elétrico desse blog. Mas preciso de 48 horas para me recuperar de mais esse presente misterioso que recebi de dona Cegonha.

Bem-vinda, Clarice."

Post retirado do Blog do Tas, ainda no Uol, do dia 24/07/2005

sábado, 30 de abril de 2011

Coluna Crescer - Edição maio /2011

Pai Laboratório

Respeitável público

A vida já me deu oportunidades exraordiárias. Há mais de 25 anos, trabalho com o que gosto: Comunicação. Recentemente, nos últimos três anos, me divirto na condução do CQC, programa de TV que mistura humor e jornalismo, e atinge uma imensa faixa de jovens com menos da metade da minha idade. Agradeço à essa jovem audiência, mas peço licença para uma confidência: Não há nada que se compare a trabalhar para o público infantil. Meu primeiro contato com a criançada se deu, talvez não por acaso, quando eu começava a deixar de ser "jovem". Ia completar 30 anos e voltava ao Brasil depois de uma temporada nos Estados Unidos.
Aqui me aguardava turbulências na política e na economia. Para completar o quadro, minha mulher estava grávida, e eu, desempregado.
Foi quando recebi o convite para participar da criação do Rá-Tim-Bum na TV Cultura. Foi uma lufada de ar fresco que entrou na minha vida e irriga minhas células até hoje. Inventar do zero, quase 200 episódios de TV para crianças se deu em sincronia com o nascimento da minha primeira filha. Um presente e tanto. Mas o melhor estava por vir: A resposta desse respeitável público nas ruas. Desde 1990, estreia o Rá-Tim-Bum, sou abordado nas ruas, invariavelmente todas as semanas, por crianças que me trazem críticas e lições preciosas de como me comunicar melhor. Já fui parado no meio de uma trilha, dentro da selva amazônica, pelo filho de um caboclo:
- Eu sei quem você é: Aquele professor que sabe responder qualquer pergunta!
Ainda sem saber se estava sendo confundido com alguma outra pessoa ou entidade, exigi uma confirmação.
- E como você me assiste aqui no mei da selva, menino?
- Pela parabólica ué! Completou o indiozinho com um sorriso apontando a antena que brilhava sob o sol no meio do mato.
Para minha sorte, esse público nunca para de se renovar. Eles crescem mas nascem outras crianças, muitas delas, filhas das mesmas crianças que me assistiam. Acabo de renovar meu vínculo com esse público com o Plantão do Tas, no Cartoon Network. É uma história sem fim.
Qual a diferença entre trabalhar para jovens, adultos e crianças?
É simples: O grau de sinceridade.
Tente capturar a atenção, mesmo que por alguns instantes, de um jovem, um adulto ou uma criança. A diferença parece nítida na sua frente: É impossível enrolar uma criança. Ela está ligada à realidade através de uma espontaneidade acachapante, e sempre no momento presente. Já os adultos, geralmente, apresentam uma mente dispersa em muitos pensamentos que nem sempre se relacionam ao que de fato acreditam ou à experiência que estão vivendo naquele instante. Quando uma história não interessa à criança, a conexão simplesmente se desfaz. Ao contrário do adulto e do jovem, desculpem a sinceridade pessoal, as crianças não estão nesse mundo de bobeira.
Repare a "sinceridade" com que elas brincam ou mesmo assistem à TV. A criança escolhe horário e canal onde sabe que vai encontrar. Não perde tempo como fazem os adultos, zapeando de um canal para outro.
Foi com as crianças que aprendi a aproveitar melhor o tempo e afiar a minha pontaria como comunicador na frente a atrás da câmeras. Observe atentamente o comportamento desse  respeitável público e aprenda a virar um consumidor de mídia de verdade.

Marcelo Tas 
Ele é jornalista e comunicador de TV. Tem três filhos: Luiza, Miguel e Clarice. É âncora do CQC , Plantão do Tas e autor do Blog do Tas. Aceita com gratidão críticas e sugestões sobre essa coluna no e-mail: crescer@marcelotas.com.br 


Fonte - Revista Crescer

Exclusividade: Blog Fã Clube Tas Maniacas

sábado, 9 de abril de 2011

Coluna Crescer- Edição Abril/2011

Pai Laboratório


"Viva o Politicamente incorreto!"

Há um dado inegável e preocupante na vida moderna: Nunca as crianças foram tão analisadas, fotografadas e vigiadas antes mesmo saírem das barrigas das suas mamães. Isso é muito bom. Previne contra doenças, violência e outras pragas. Isso também é muito mau: Com essa super vigilância estamos criando uma geração padronizada incapaz de experimentar a vida  - esta eterna e misteriosa descoberta - na sua plenitude. 
É fácil ver o tamanho da mudança: Compare sua infância com a do seu filho. Não quero aqui estimular aquela lenga-lenga nostálgica do tipo "na minha época o mundo era melhor". Quero apenas convidar você a avaliar o calibre da blindagem a que é submetida uma criança neste início de século 21. 
Quase a totalidade das minhas brincadeiras de moleque se davam em ambientes públicos. O meu preferido, o pique de latinha, acontecia em plena rua com a participação de toda a criançada do bairro. Eventuais automóveis que apareciam para atrapalhar a nossa atividade se desviavam envergonhados sob as nossas vaias! OK, isso faz tempo e eu vivia em numa cidade pequena. Mas será que não podemos, ou ou devemos, estimular esse tipo de "luxo" às nossas crianças: A de voltarem a ser donas de seu próprio tempo e espaço, incluindo aí os espaços públicos?
Conheço pais que se julgam bons pais justamente pelo contrário. Se orgulham de saber exatamente onde, quando e o que estão fazendo os seus pimpolhos, nas 24 horas do dia, dentro de suas rotinas confinadas. Há um sintoma alarmante que confirma esse verdadeiro Big Brother familiar: 65% das crianças brasileiras já usam celular, sendo que, na faixa dos 9 anos, 24% possuem aparelho próprio (dados do Comitê Gestor da Internet no Brasil, 2009).
O gesto do pai que dá um celular para o filho não significa exatamente um estímulo à descoberta do mundo ou mesmo à comunicação com os amigos. Na imensa maioria dos casos, o celular, o celular na mão da criança tem a mesma função da coleira no pescoço do cachorro. É um instrumento de controle. Não creio que a maturidade emocional das crianças seja compatível com a pressão e responsabilidade da prontidão para atender a um chamado de casa a qualquer momento.
Muitas vezes essa rede protetora, tensa e permanente, abençoada pelo mantra do politicamente correto, impede o contato da criança com fatos e emoções que deveriam ser os pilares do caráter e do adulto que ela será.
O politicamente correto baixou aqui em casa de forma clara e pontual. Na leitura - não só consentida como solicitada, eu juro - do diário do meu filho Miguel, tive acesso a uma queixa inusitada. Diante da questão "Qual a coisa mais triste que te aconteceu esse ano?", ele disparou sem pestanejar: A proibição de brincar de polícia e ladrão na escola. Proibir o polícia e ladrão para não estimular a violência me parece o equivalente a tentar resolver o problema da desigualdade racial blindando os carros. Ou de combater o racismo proibindo Monteiro Lobato. Ou de diminuir a violência mudando a letra de "O cravo brigou com a rosa". Novos exemplos de politicamente correto, infelizmente não param de surgir.
Não nego: Ser pai nos tempos atuais é viver com uma palpitação extra no coração. Não creio porém que nenhuma "ameaça" justifique um investimento na blindagem da infância. É importante estar atento à segurança e saúde dos filhos. Igualmente importante é não deixar que o excesso de preocupação vire deficiência de afeto e liberdade.

 Marcelo Tas
Ele é jornalista e comunicador de TV. Tem três filhos: Luiza, Miguel e Clarice. É âncora do CQC , Plantão do Tas e autor do Blog do Tas
Aceita com gratidão críticas e sugestões sobre essa coluna no e-mail: crescer@marcelotas.com.br 



Fonte - Revista CRESCER 


*Conteúdo exclusivo, mensalmente cedido pelo Fã Clube Tas Maniacas na WEB

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Dia do Jornalista: parabéns Marcelo Tas

Para quem não sabe, a carreira jornalistica de Marcelo Tas começou lá na década de 80, com o então repórter Ernesto Varela.
Por algum tempo, Tas fez o papel que hoje os repórteres do CQC fazem: ir atras de celebridades e politicos da época e fazer perguntas que nós gostariamos de fazer. E uma dessas perguntas foi para Paulo Maluf, a qual,  fez com que a carreira do então rapaz desconhecido de Ituverava decolasse e chegasse ao ponto em que vemos hoje: o do sucesso.
"Muitas pessoas não gostam do senhor, dizem que o senhor é corrupto. É verdade isso, deputado?"
Não é segredo para os fãs de Tas que ele é apaixonado pelo trabalho que exerce, mas televisão não foi o único espaço o qual Tas mostrou seus dotes jornalisticos, pois, para quem não sabe ele também já foi colunista do jornal Estado de São Paulo (caderno ' Link' 2004-2005) e hoje escreve para a Isto é e a revista Crescer. Enfim, Tas tem nada mais nada menos que 27 anos de carreira e em todos esses anos ele informou de alguma forma, mas sempre dando um toque peculiar de professor, o que seja talvez uma de suas marcas: informar, ensinando!
Porém, além desta preocupação que ele demostra ter com seu publico, Tas sempre fez questão de usar e abusar do humor ácido para cutucar as mentes que o seguiam, tornando-o assim um dos nomes mais influentes no que se refere a fazer jornalismo com humor, até porque, como ele proprio diz: o humor é a melhor forma de se compreender o que passou.

Parabéns Marcelo Tas pelo dia do jornalista. Você nos orgulha e muito a cada dia, nos servindo de exemplo e quem sabe até de referencia para um futuro profissional de sucesso, compreensão e afeto.

Abaixo segue alguns vídeos dos momentos em que Marcelo Tas foi repórter.




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quarta-feira, 16 de março de 2011

3 anos depois...

Nesta quinta feira, 17, completa-se quatro anos que o Marcelo Tas comanda o CQC e consequentemente, quatro anos do programa que nos dá boa noite e nos faz dormir sorrindo. 
Em 17 de março de 2008, Marcelo Tas soltava sua primeira  frase no CQC. Começava nesse dia o Custe o que Custar, mundialmente conhecido como CQC. Pois, como nós fãs sabemos, o CQC não existe apenas no Brasil, mas na Argentina, Chile, Espanha e mais alguns tantos outros paises. 
Apesar do meu tempo estar curtissimo devido acompromissos com a faculdade, não poderia deixar este dia tão importante, em particular para mim, passar em branco. Porque foi justamente nesta fatidica noite de segunda que conheci de fato Marcelo Tas e me tornei uma fã apaixonada pela sua carreira, mesmo já tendo o visto antes.

Abaixo a homenagem simples que fiz ao CQC


Parabéns a toda a equipe do CQC que embarcaram nesse projeto de nos informar e divertir ao mesmo tempo. A ousadia de vocês nos rendem boas risadas e momentos raros de informação.


Obrigada CQC, a vocês, nós fãs dos homens e a mulher de preto, seremos eternamente gratos pelos bons momentos e amigos que tem nos dado.

domingo, 6 de março de 2011

Série Família CQC - Final

No capítulo anterior...

Os meninos foram para o Brasil fazer um teste na BAND, e Marcelo encontrou um teste de gravidez em cima de mesa... De quem será?



- TESTE DE GRAVIDEZ?

Marcelo ficou olhando, olhando ainda admirado com o que viu.

-De quem será isto aqui? Será da Elizabeth?... Elizabeth não...MÔNICA?

Marcelo então foi até o quarto de Mônica, esta que estava sentada na beirada da cama chorando.

-Mônica,eu posso saber o que aquele teste de gravidez estava fazendo em cima da mesa?

Mônica levantou a cabeça e olhou para Marcelo. Ele entendeu tudo.

-Pai... Eu to grávida.

Marcelo respirou fundo.

-Porque Mônica? Porque fez isso comigo? ALIÁS, NÃO SÓ COMIGO, COM SEUS IRMÃOS, SUA MÃE E SEU TIO. POR QUÊ?

-Não foi por mal pai, foi sem querer, aconteceu e...

- AHAM, ACONTECEU.VOCÊ TEM NOÇÃO DO PROBLEMA QUE VOCÊ ARRANJOU?

-Estou perdida pai, não sei o que faço.

-DEVERIA TER PENSANDO NISSO ANTES DE TER FEITO! QUE VERRGONHA MÔNICA, QUE VERGONHA! VOCÊ É UMA CRIANÇA AINDA! 

-Desculpa pai, desculpa,eu não pensei, mas preciso de ajuda!

Marcelo viu que não adiantaria nada ficar dando sermão, era tarde demais.Sentou ao lado de Mônica e a abraçou, deu-lhe um beijo na testa.

-Eu sempre cuidei você como minha princesinha,meu tesouro!Aí você pega e faz uma coisa dessas comigo...Estou arrasado.Me diz, quem é o pai dessa criança?

-Eu o conheci pela internet, marcamos um encontro e aconteceu.

-ENCONTRO PELA INTERNET? MÔNICA ONDE VOCÊ ESTAVA COM A CABEÇA QUANDO MARCOU ESTE ENCONTRO? EU CANSO DE FALAR QUE TÁ CHEIO DE APROVEITADORES BARATOS NA INTERNET, ONDE FOI QUE EU ERREI MEU DEUS! 

-Agora vejo que fiz burrada. E o pior é que já contei pra ele que estou grávida, ele disse que não é filho dele, não vai assumir.

-Foi o que suspeitei.

-Mas eu tive uma idéia melhor pai, eu não quero ter esta criança, farei um aborto.

-AGORA VOCÊ ENDOIDOU DE VEZ MESMO! Não vai fazer isso E ACABOU, tá escutando mocinha? Nem eu que tive 7 filhos pensei nessa hipótese de pedir pra Elizabeth fazer um aborto, e além disso é um crime!

-Mas é que me convém agora.Todos vão rir de mim pai, minhas amigas... acabou tudo,estou com vergonha.

-Como eu já disse, deveria ter pensando nisso antes de fazer, mas agora já tá feito. 

Enquanto Marcelo conversava com Mônica no quarto...

Os meninos chegaram ao Brasil por volta de 6 horas da tarde. Desembarcaram no aeroporto de SP, Rafinha ia fazendo pirraça junto com os irmãos, enquanto Oscar fotografava para depois mostrar tudo aos pais. Danilo sentiu falta da irmã que sempre disse ser apaixonada por SP, Rafael ia pensando na nova composição da sua música.

-CHEGAMOS CAMBAAADAA! – Rafinha super animado.

-Completamente diferente de Portugal hein ? As brasileiras são lindas! – Marco analisando as mulheres que passavam perto dele.

-Então gente, vamos para o hotel? Mais tarde temos que ir a tal da BAND. – Rafinha para os irmãos.

-Vamos!

Pegaram um táxi e foram para o hotel. No caminho a mesma bagunça de sempre, até Oscar estava zuando muito.Descansaram, e ás 19:30 foram até o estúdio da BAND.

O clima já tinha acalmado na casa de Marcelo. Mônica deitou e dormiu enquanto Marcelo conversava com Elizabeth sobre o ocorrido, é claro que ela ficou sem chão, mas decidiu apoiar Mônica.

Os meninos entraram na BAND,tímidos.Ops, tímidos nada, Rafinha ia brincando, o resto do pessoal ia analisando cada detalhe do lugar.Foram recebidos então por Barredo.

-Opa, e não é que você vieram mesmo?

Barreto então encaminhou os meninos para uma sala reservada.

-Quando vocês chegaram, perguntaram-me se eram os bonitões do vídeo.

-Bonitões do vídeo? Gostei dessa hein? Hohoho – Rafael para Barredo.

-Então, na verdade não era um teste e sim uma proposta mesmo definitiva, o que vocês fizeram no vídeo foi sensacional, CQC Brasileiro,gostei muito! Eu quero que você façam parte desse programa como repórteres... E aí topam ou não topam? – momento Sílvio Santos –Parei .

-Mas eu não tenho diploma e nada pra ser repórter! – Marco para Barredo.

-Não precisam ser formados para estarem neste programa, com o tempo vocês pegam a prática! Já estamos trabalhando a todo vapor na organização,falta ainda vocês aceitarem... E mais a diretora, só que ela não aprova de jeito nenhum, estamos praticamente ajoelhando aos pés dela.

- Que menina chata hein? – Danilo pra Barredo

-CALA A BOCA DANILO! – Os meninos exclamaram.

Em Portugal as coisas estavam tensas pro lado de Mônica. Palmirinha ficou sabendo, no começo ficou decepcionada, mas resolveu ajudar a neta. Tio Nelson também. Mas o destino é cruel, e Mônica acabou sofrendo um aborto espontâneo. Sofreu muito no começo, mas depois ficou bem, este susto serviu pra ela aprender a nunca mais marcar encontro pela internet,e também a não confiar em qualquer um.

No Brasil ou meninos agüentaram uma barra e tanto. Aprenderam da noite pro dia a desenvolver a habilidade de serem repórteres,e com o passar do tempo tiveram que se mudar para o Brasil e definitivo.E com esta mudança de país, Marcelo não resistiu e acabou indo para o Brasil também junto com Palmirinha,Mônica e Tio Nelson.

Alguns meses depois,o programa já estava prontinho para estrear,Mônica foi a última ficar na trupe,Marcelo então assumiu o comando juntamente com Rafinha e Marco na bancada.No começo foi complicado, a diretora não os aprovava, eles “suaram a camisa” mas no final deu tudo certo.Até Palmirinha entrou na brincadeira.

Marcelo ás vezes sente falta de sua casa em Lisboa, das bagunças dos meninos quando ele chegava em casa,e também de Elizabeth que finalmente o deixou em paz e foi se engraçar com outro homem.Marcelo encontrou um novo amor e está muito bem casado.Cada um dos meninos agora tem a sua vida, uns casados, outros namorando, outros solteiros...Mas ambos unidos por apenas uma paixão-  o CQC .

-MAAARRRCEEEEELLOOOOOOOOOOOOOOO!

E Adriane continuará gritando. 




E esta série não termina aqui. Pelo contrário, está apenas começando.O CQC está na sua 4° temporada e estréia semana que vem. É pra matar a saudade da minha, da sua e da nossa Família CQC.

Dia 14, às 22h15 na Band, nossas segundas voltarão a ter graça. 
 CQC 2011... Eles vão entrar para a história.
 Escrito por - Aglaisse Ramona

Agradeço a todos que tiveram a paciência de acompanhar nossa série e em especial a minha amiga Aglaisse que teve a bondade de escrevê-la para o Fã Clube.

La lucha continua :)

sexta-feira, 4 de março de 2011

Coluna do Marcelo Tas na CRESCER - Ed.: 208

"Pai Laboratório"

Qual seu monstro preferido?

Dentro do carro, iam eu e Miguel. Duas horas de estrada restavam pela frente. A pergunta me pegou despreparado de tal jeito que até hoje eu busco a resposta: "Papai, qual é o seu monstro preferido?". Para um adulto distraído, a constatação é preocupante: As crianças tem afeição por monstros, e para elas, o medo é um estado viciante e atraente, a ponto de virar conversa de viagem.
"Papai, eu quando eu vou poder assistir a Tubarão, aquele filme de medo da sua época?". Eu sou uma prova viva de uma possível tese de mestrado do tipo: O medo na educação sentimental das crianças. Nas redes sociais - Orkut, Facebook e semelhantes - existem dezenas de comunidades Eu tinha medo do Professor Tibúrcio, cada uma delas com milhares de membros!
São adolescentes e jovens que assistiam à série infantil Rá-Tim-bum , da TV Cultura, onde eu interpretava o personagem. No final dos anos 80, estávamos encantados com a tecnologia digital que finalmente chegava à TV. Para criar o Professor Tibúrcio, deformei minha silhueta no computador: 30% mais baixo, 60% mais gordo e ainda mais cabeçudo. Uma longa peruca grisalha, maquiagem branca, capa preta, chapéu de formatura quadrangular e uma ameaçadora régua de madeira na mão completavam a figura. Parecia uma corujinha elétrica a saracotear pelo vídeo. Veja o que as "crianças", agora crescidinhas, falam hoje do Professor Tibúrcio nas redes sociais: "Vai me dizer que o Professor Tibúrcio não era estranho? Ele aparecia no fundo da tela e vinha correndo até chegar bem perto da câmera e cumprimentava a gente com o famoso "Olá, Classe!". O cabelo dele era pavoroooosooo. Dava medo!"
Reconheço, o Professor Tibúrcio causava algum medo. Mas conto um segredo de bastidores. Justamente por essa característica o personagem quase foi cortado da série, a pedido da atenta equipe pedagogia da emissora. No dia do julgamento final, pedi licença para defendê-lo. Meu argumento foi muito direto e eficiente: Me apontem um filme infantil da Disney que não tenha uma cena de gelar a gente de medo. Citei a morte terrível e violenta da mãe do Bambi, a gargalhada da Rainha Má em Branca de Neve e até a agressividade desenfreada de Tom e Jerry, esses nem funcionários da Disney são, coitadinhos...
Assim, consegui, no último minuto, salvar o Tibúrcio da degola. Um ano depois do programa no ar, fui informado de uma pesquisa que apontou o professor como personagem de maior "recall" - maior permanência na lembrança - dos pequenos telespectadores do saudoso Rá-Tim-Bum. Aprendi uma lição: O medo só é vencido com o exercício da coragem. A palavra vem do latim "cordis" que significa coração. Para vencer o medo, somos obrigados a agir com o coração. Temos que aprender a exercitar esse músculo que representa o afeto e a emoção. Assim dá para entender o porquê das crianças - seres sábios e danados - gostarem de sentir medo. Quando eu já estava quase com coragem de revelar o meu monstro preferido, Miguel me interrompe: "E qual é a diferença entre o vampiro e o lobisomem?"
Ops...Essa eu vou ter que perguntar para o Professor Tibúrcio. 
Marcelo Tas

Conteúdo exclusivo do Blog Fã Clube Tas Maníacas

Fonte- Revista Crescer